"Os cinquenta anos do irredutível gaulês Astérix serão celebrados a 22 de Outubro com a edição de um álbum inédito, assinado por Albert Uderzo, e cujo título permanece em segredo, foi hoje anunciado.
O blogue oficial dedicado ao universo de Astérix revelou hoje que Uderzo está actualmente a terminar o álbum inédito, que sairá a 22 de Outubro e terá 56 páginas.
O lançamento será simultâneo em vários países, incluindo Portugal, onde a colecção das histórias de Astérix tem sido editada pela Asa.
A edição do novo álbum é anunciada no blogue como "o maior banquete festivo preparado pelos irredutíveis gauleses".
René Goscinny e Albert Uderzo deram a conhecer o universo de Astérix a 29 de Outubro de 1959, nas páginas da revista francesa Pilote, e a parceria durou até 1977, ano da morte do argumentista.
O primeiro volume, intitulado "Astérix, o gaulês" e que saiu em 1961, apresentava um pequeno gaulês de bigode farfalhudo que tinha como grande amigo Obélix, personagem desajeitada e com uma força desmesurada, que carregava menires e adorava comer javalis.
Ambos são habitantes de uma invencível aldeia que resiste às investidas militares dos romanos, dirigidos por Júlio César, graças a uma secreta poção mágica inventada pelo druida Panoramix.
Entre as personagens que povoam o imaginário criado por Uderzo e Goscinny contam-se ainda Abraracourcix, o chefe da aldeia, o bardo Assurancetourix e o pequeno cão Ideiafix.
Em 1980 saiu “O Grande Fosso”, o primeiro livro com argumento e desenho de Albert Uderzo, embora na capa permaneça o nome de Goschiny, o companheiro desta aventura literária.
Até hoje, os mais de trinta volumes das aventuras de Astérix e do seu inseparável amigo Obélix, venderam mais de 300 milhões de exemplares em todo o mundo e estão disponíveis em 107 línguas e dialectos, incluindo o mirandês.
Em Portugal, as peripécias de Astérix começaram a ser publicadas na revista Foguetão (nascida em Maio de 1961), transitando depois para o Cavaleiro Andante, onde foi concluída a primeira aventura do rebelde gaulês.
O mais recente álbum intitula-se "O céu cai-lhe em cima da cabeça" e data de 2005 e teve uma tiragem mundial de oito milhões de exemplares.
Em Janeiro deste ano Uderzo, 82 anos, anunciou que deu autorização para que pudessem ser criadas novas histórias de Astérix após a sua morte.
A decisão desagradou à sua filha, Sylvie Uderzo, que detém 40 por cento da Albert-René, editora pela qual foi publicada grande parte da obra de Astérix e que foi adquirida em finais de 2008 pelo grupo editorial francês Hachette Livre."
Fonte: ionline.pt